Friday, December 22, 2006

Viver

Chegámos ao fim de mais um ano. Morre 2006 nasce 2007. Gostava muito de nesta minha ultima crónica de 2006 escrever que este ano conseguimos melhorar o planeta Terra:
 

“Foi um ano muito bom para a humanidade! Acabaram-se as guerras. Já não morrem milhares de pessoas em conflitos bélicos por causa de dinheiro, poder ou diferenças religiosas. Os líderes mundiais compreenderam que as emissões poluentes das grandes empresas estão a provocar terríveis alterações climáticas por isso começaram a usar energias não poluentes. Foi encontrada a vacina contra a sida e cancro. Já não morrem milhões de crianças por causa da fome: os que têm muito dinheiro decidiram partilhá-lo com quem não tem nada e há um esforço sem precedentes de todas as nações para ajudar os países mais pobres. A sociedade começou a valorizar e ajudar mais as famílias e os divórcios diminuíram. Finalmente, vivemos numa sociedade de respeito e de ajuda mútua. Já podemos andar na rua sossegados, sem nos preocuparmos em ser assaltados. Acabou-se a corrupção. Não há drogas nas ruas. As mulheres não precisam mais de se “prostituir”, nem necessitam de se “apaixonar” por dinheiro. Acreditamos nos políticos…”

 

Sinceramente, gostava muito que fosse realidade… mas não é! Muito pelo contrário! De ano para ano, está tudo muito pior. E você sabe que é verdade! Você… e quase todas as pessoas. Claro que você contribui todos os dias, nem que seja em pormenores, para um mundo melhor. Eu sei! Mas nem toda a gente é assim… muitos continuam impávidos e serenos. Como robots. A assistirem pela televisão, como um filme – “não é nada comigo, acontece tudo lá fora, não me atinge…” – até um dia. Mais tarde ou mais cedo, acontece a qualquer um.

 

Tenho estado mais atento nestes últimos anos a tudo o que me rodeia. Reflicto muito sobre o porquê e a razão de muitas coisas. Uma das conclusões óbvias a que cheguei é que tudo na vida (a natureza, as civilizações, o Homem, as sociedades, as empresas, as famílias…) nasce, cresce, tem o seu período de maturidade, envelhece, adoece e morre. A diferença está apenas no tempo em que demora este percurso. Tudo é efémero! Assim sendo, vem-me à mente uma questão: para que serve viver, se é apenas uma questão de tempo até acabar? Não acredito que seja só para procuramos o consumo, o prazer, a luxúria… Afinal de contas, acabamos por morrer, e depois para que serviu isso tudo? E os bens que deixamos? São outros que vão usufruir deles. Não posso acreditar que o homem é apenas uma bactéria que devora tudo o que o rodeia. Acredito que a vida tem um propósito! Mas não o que nos ensinam. A forma como vivemos não me parece a mais correcta, pelas razões óbvias. Há com certeza algo mais que esquecemos e que urge recordar. Está na hora de reflectir sobre o que é realmente importante. Neste final do ano, convido-o a reflectir sobre o que é “Viver”.

 

Analisando o passado, podemos compreender que nos esperam muitas dificuldades em 2007. Seja ao nível dos conflitos, intempéries, ou mesmo ao nível económico-social. Seja como fôr, enfrente de cabeça erguida todas as adversidades, consciência tranquila, amor no coração e um sorriso nos lábios. Que o próximo ano lhe traga os melhores benefícios no seu percurso evolutivo. Até pró ano.

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Wednesday, December 13, 2006

25 de Dezembro

O Natal é uma tradição que remonta a muito antes do nascimento de Jesus há cerca de 2.000 anos atrás, na Palestina.


É uma das quatro mais importantes celebrações do ano: o Natal, a Páscoa, a festa de S. João e a festa de S. Miguel. Ao longo de um ano o Sol passa pelos quatro pontos cardeais que marcam o Equinócio de Primavera, o Solstício de Verão, o Equinócio de Outono e o Solstício de Inverno. Durante estes períodos produzem-se na Natureza grandes fluxos e circulações de energias que influenciam a
terra e todos os seres que nela habitam. 

 

Muitos séculos antes da era Cristã, o 25 de Dezembro já era comemorado: Na Índia era vivido na forma de um festival religioso, durante o qual o povo ornamentava as suas casas com flores e as pessoas trocavam presentes com amigos e familiares; na China era celebrado o Solstício de Inverno, fechava-se todo o comércio e celebrava-se em família; os antigos Persas celebravam esplêndidas cerimónias em homenagem a Mitra, cujo nascimento ocorrera a 25 de Dezembro. Vários deuses egípcios nasceram neste dia: Osíris, filho da santa virgem e deusa Nut, nasceu a 25 de Dezembro. Os gregos celebravam neste dia o nascimento de Hércules.

Em praticamente todas as histórias religiosas de povos antigos encontramos celebrações idênticas às referidas: os primitivos Germânicos; os escandinavos – neste período comemoravam a Festa do Yule, termo que ainda sobrevive designando a Véspera de Natal; os Druidas na Grã-Bretanha e na Irlanda; e mesmo os povos pré-colombianos.

Na tradição Cristã, celebramos o nascimento de Jesus. Comemoramos, aproximadamente, como todas as civilizações antigas: troca de prendas, cerimónias religiosas e reuniões familiares.

 

Claro que pouca gente se lembra do verdadeiro Espírito Natalício: infelizmente o Natal está “americanizado”, embebedado por uma cultura consumista, aproveitando-se de um homem santo, de nome S. Nicolau ou Pai Natal, que em tempos distribuía bens aos mais necessitados. Assistimos a campanhas comerciais apelando e hipnotizando o povo e conduzindo-o a um consumismo desenfreado, deixando para ultimo plano, ou mesmo escondendo, que esta é uma altura de reflexão, comunhão, humildade e partilha de sentimentos fraternais. Desejo que neste Natal esteja em paz, com o coração cheio de amor, junto dos seus entes mais queridos e envolvido em fraternidade e felicidade.

Bem hajam, os que vivem com o coração em paz!

Posted by Rdmax at 14:33:58 | Permalink | No Comments »