Wednesday, March 11, 2009

teste

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Monday, July 30, 2007

Não me surpreendeu, era óbvio e previsível. O inquérito publicado por um jornal da região há muito que era esperado

Para quem tem estado atento (e são mais do que o que se pensa) sabe perfeitamente o que move este fraco candidato a órgão de comunicação social isento.

Este inquérito chega a ser cómico, e é mesmo um atentado à inteligência dos oliveirenses. No entanto, não me incomoda absolutamente nada que coloquem o PS, o PSD, ou qualquer outro partido como vencedor num inquérito. Não sou militante, nem simpatizante de nenhum partido político. O que me incomoda é o baixo nível a que está a chegar uma boa parte do jornalismo de Oliveira de Azeméis; que não dignifica em nada a classe dos trabalhadores da comunicação social e que está a prejudicar os oliveirenses.

Posso dar alguns exemplos de jornalismo de perseguição ou tendencioso: lembra-se do famoso concerto dos D´zrt em Oliveira de Azeméis? Foi um sucesso em todos os níveis e que até hoje ainda não houve igual. Pela pista de atletismo da Bento Carqueja passaram mais de 7.000 pessoas, a maioria das quais crianças com os seus país, para assistir à banda dos “Morangos com Açúcar”. Tudo correu bem. No entanto, noutro jornal do concelho, na edição imediatamente a seguir ao concerto, surgia na primeira página o titulo “MORANGOS COM PANCADA”…ora isto é falso, ofensivo e prejudicial para a imagem de Oliveira de Azeméis. Para além de escrever um conjunto de mentiras, e inflamado o texto, chegou ao cúmulo de escrever que não houve nenhuma queixa na polícia, mas que ainda o podiam fazer nos 6 meses seguintes… parece piada, mas está escrito. É ridículo e uma vergonha… é caso para perguntar se, após os 6 meses, houve alguma queixa na polícia? Claro que não. Não houve problema nenhum no concerto. Apenas foi organizado pelo rival do dito jornal…

 

Mas o mais flagrante e preocupante é o que se tem publicado ultimamente: “Festival da juventude revelou-se um fracasso”; um título destes é desanimador para a população de Oliveira de Azeméis, principalmente para um conjunto de jovens estudantes que se empenhou para realizar este evento e que apenas viram os seus esforços ir por agua abaixo, literalmente. Se o jornal que publicou isto fosse um dos órgãos de comunicação social oficial deste festival provavelmente o título seria “Um sucesso!!! – até a chuva ajudou no festival da juventude apoiado por nós”, ou algo assim parecido; “Noite de Oliveira de Azeméis sem vida”, “Centro Comercial Rainha sem licença” e ainda várias notícias publicadas sobre as queixas dos empresários do comércio tradicional, em que tudo vai mal… etc., etc., etc.…

 

Meus amigos, parece-me que isto é prejudicial para a vida económica, e também social de Oliveira de Azeméis: Com estas noticias o que pensam deste concelho os habitantes dos concelhos limítrofes? E como acham que se sentem os oliveirenses?

 

Não é meu objectivo denegrir a imagem de nenhum jornal. É apenas um grito de alerta a quem de direito, numa tentativa humilde de impedir que o jornalismo seja conduzido para aproveitamento pessoal, prejudicando as gentes desta terra que me adoptou.

 

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Monday, July 2, 2007

Referendo à constituição Europeia: “… papá, isso é pôr os carros à frente dos bois!”

Conversava eu animadamente com o meu filho sobre os números, letras e alguns aspectos educacionais – posturas que devemos tomar perante a sociedade –, quando ele me questiona:

- Papá, o que é a constituição europeia?

Apesar de saber que o meu menino tem uma inteligência acima da média, fiquei surpreendido com a pergunta… afinal, ele ainda é muito novinho. Tem-se falado muito sobre o assunto na comunicação social e lá deve ter ouvido. Puxei pela cabeça, e tentei lhe explicar, o mais objectivamente possível:

- A nossa sociedade é assente num conjunto de leis – normas que temos de respeitar para uma saudável vivência entre as pessoas, instituições…, e que servem também para nos proteger das pessoas menos boas –, e a constituição europeia é um texto que vai servir de base para se elaborarem essas leis, que neste caso será comum aos vários países que fazem parte da comunidade europeia.

“Bem…” – pensei – “espero que ele me tenha entendido”.

Este é um assunto complexo para alguém com a idade dele. Aliás, há muitos adultos que não sabem o que é a uma “Constituição”:

Uma constituição é a norma fundamental do ordenamento jurídico de um país ou seja, a Lei fundamental de um estado, da qual todas as leis são subsidiárias.

 

O rapaz, dentro da curiosidade que caracteriza as crianças, coloca-me outra surpreendente questão:

 

- O que é um referendo?

 

Percebi de imediato onde ele queria chegar: Com certeza ouviu falar sobre o possível referendo à constituição europeia. Tem-se discutido se se deve ou não realizar um.

 

- Filho, quando há uma decisão muito importante de interesse nacional para se tomar, os portugueses são chamados a dar o seu parecer. É um dos aspectos da democracia. Neste caso, os portugueses poderão “votar” se concordam ou não, com o texto da constituição europeia.

 

- E qual é o texto? – Perguntou-me.

 

Ora aqui está uma questão que eu não sei responder, mas que também ninguém sabe. Lá lhe tentei explicar que o texto ainda não está pronto e que ainda deverá demorar algum tempo até sabermos qual será.

 

Pensou um pouco, e voltou à carga:

 

- Papá, ensinaste-me que não podemos avaliar o que desconhecemos. E se ninguém sabe qual é esse texto, como podemos concordar ou não? Não faz sentido falar em referendos nesta altura, certo?

 

Entendi onde ele queria chegar: uma vez que não se sabe qual o conteúdo do texto da constituição, é muito cedo para se falar em referendo – “papá, isso é pôr os carros à frente dos bois!”. Mas a questão mais importante que retirei desta conversa é: se os portugueses serão bem informados sobre esta tão importante decisão que se avizinha e que irá condicionar o futuro de todos nós? Com ou sem referendo, espero que os responsáveis políticos iniciem uma campanha de informação sobre o texto da constituição europeia, antes de ele ser aprovado.

 

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Friday, June 1, 2007

Como é possível que ultimamente se fale tanto na “epidemia do século XXI”… e no extremo oposto milhões de crianças morrem à fome…

Corria o ano de 1950, e o mundo enfrentava grandes dificuldades. A 2º Grande Guerra Mundial tinha terminado há meia dúzia de anos e as crianças enfrentavam enormes dificuldades: a alimentação era deficiente, os cuidados médicos eram escassos, os pais não tinham dinheiro e por isso retiravam-nas das escolas e punham-nas a trabalhar de sol a sol. Mais de metade das crianças europeias não sabia ler nem escrever…

Nesse ano, a Federação Democrática Internacional das Mulheres propôs às Nações Unidas que criassem um dia dedicado a todas as crianças do mundo: independente da raça, cor, sexo, religião e origem nacional ou social, a ONU reconheceu que as crianças necessitam de cuidados e atenções especiais, precisam de ser compreendidas, preparadas e educadas de modo a terem possibilidades de usufruir de um futuro condigno e risonho. Ficou assim estabelecido o dia 1 de Junho como o “Dia Mundial da Criança”.

Hoje são muitos os festejos que se vão realizar um pouco por todo o mundo – ainda bem que assim é! Muitas são as crianças que vão receber prendas e que vão participar em iniciativas que as vão divertir muito. Não há nada mais gratificante do que o sorriso de uma criança. No entanto, não podemos esquecer que hoje são mais as crianças que sofrem do que há 57 anos atrás… é verdade! Apesar das muitas iniciativas de solidariedade que se efectuaram, das muitas campanhas na televisão a favor das crianças, da muita pressão efectuada sobre os governos, a situação está pior! Bem pior: é a fome, a pobreza e as guerras nos países menos desenvolvidos; e a violência, o abuso sexual e o tráfico de crianças nos países mais desenvolvidos. É uma catástrofe global que tem sido camuflada. Sim, camuflada! Como é possível que ultimamente se fale tanto na “epidemia do século XXI”, a obesidade infantil (excessos alimentares), e no extremo oposto milhões de crianças morrem à fome… e não se vê governo nenhum a fazer algo para alterar a situação. Ignoram-se estas crianças que vivem em extrema dificuldade. Não admira que aquelas que conseguem sobreviver, ou para sobreviver, se tornem em armas mortais, em perigosos terroristas, como acontece em vários países da África e Ásia. O fosso entre ricos e pobres é cada vez maior, e o pior é que vivem lado a lado. Como se sentirá uma criança que tem fome e que vive perto de uma cidade ou país em que os excessos alimentares são uma das principais causas de morte?

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Thursday, April 26, 2007

“…arrependeram-se da mudança do regime e afinal Salazar é que tinha razão…”

Comemorou-se esta semana o 25 de Abril, o Dia da Liberdade, mas sem pompa nem circunstância. Aliás, tem-se verificado nestes últimos anos pouca vontade de o fazer, tanto por parte da classe politica como pela população em geral. E porquê?

O Presidente da República veio a público dizer que as comemorações na Assembleia da República não fazem mais sentido, pelo menos no formato actual, e que é preciso informar os jovens sobre o verdadeiro significado do 25 de Abril.

Concordo plenamente! A recente nomeação de António Salazar como o melhor português de sempre veio confirmar que é necessário uma maior intervenção sobre a matéria. Ou então, mudar o regime outra vez. Chocado? Vamos raciocinar sobre o assunto:

Durante mais de 50 anos, Portugal viveu numa “Ditadura Salazarista”, até que em 1974 um movimento militar com apoio popular derrubou o regime. Não sei como era a vida antes de 74, não era nascido, mas pelo que me contam e o que passa na comunicação social, era um regime autoritário, que perseguia pessoas cujas orientações políticas não fossem as mesmas que as do regime, não havia liberdade de expressão, a economia era má, enfim, um quadro negro.

Aquando da Revolução dos Cravos, o país saiu à rua para comemorar o derrube de uma política que não agradava aos portugueses e cujo responsável tinha sido Salazar – apesar de já não governar o país desde 1968, mantinha-se a mesma linha política iniciada por ele em 1933.

Ora, baseado nestes factos, sempre pensei que se haveria alguém de quem não se devia gostar seria de António Oliveira Salazar e consequentemente o seu regime ditatorial. Então como foi possível votarem nele para o melhor português de sempre?

Bem, leva-me à seguinte conclusão:

Os jovens, como não viveram naqueles tempos, desconhecem quem é Salazar ou então, como eu, o que sabem é o que passa na comunicação social; foi um Ditador, que fez muito mal à população, e daí a Revolução do 25 de Abril para acabar com o regime por ele criado e mantido durante meio século. Assim sendo, não foram os jovens que votaram no Salazar.

 

Se não foram os jovens que votaram em Salazar, então, logicamente, foram os mais velhos. Os que viveram nos tempos da ditadura…

 

Os que viveram nos tempos da ditadura???? Espera aí!! Os mais velhos que viveram na Ditadura e depois de 1974 na Democracia, arrependeram-se da mudança do regime e afinal Salazar é que tinha razão… ou a história está mal contada?

 

Continuamos a aguardar que D. Sebastião regresse numa manhã de nevoeiro…

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Tuesday, March 27, 2007

“Olha para o que eu digo, não faças o que eu faço”


O Cardeal Tarcisio Bertone, número dois do Vaticano, anunciou recentemente que o Papa Bento XVI vai oferecer a todos os empregados do Vaticano um bónus de 500 euros, por ocasião do seu 80.º aniversário, que se celebra a 16 de Abril, dia que será excepcionalmente feriado para se comemorar a data. As festividades continuam e terão o seu apogeu no dia 19 de Abril, data em que se comemoram dois anos do seu pontificado.

Em 2005, os empregados do Vaticano, mais de mil, receberam dois bónus: 500 euros a cada um, devido à eleição do Cardeal Joseph Ratzinger para o posto de Sumo Pontífice, e mil euros a cada um, atribuídos durante a vacatura do cargo de Papa, entre a morte de João Paulo II e a eleição do seu sucessor.

Alegria, júbilo e vivas ao Papa! Estes devem ser sentimentos comuns entre os funcionários do Vaticano. Claro que a mesma sensação de satisfação seria sentida por qualquer funcionário de uma empresa, se recebesse 500 euros porque o Patrão está de aniversário (VIVA O CHEFE, É O MELHOR PATRÃO DO MUNDO!). Completava-se a alegria se esse dia fosse feriado para os mesmos. Devo confessar que eu mesmo daria alguns saltos de felicidade se tal acontecesse comigo.

Mas vejamos o seguinte: não diz a religião católica que devemos ter uma vida desapegada dos bens materiais? Amor, compaixão, ajuda aos mais necessitados: não são estas as bases do Cristianismo? Não é o Papa o mais alto representante desta filosofia milenar?

Desde há muito que o Vaticano apela aos países mais ricos para ajudarem os milhões de seres humanos que morrem de fome um pouco por todo o planeta… e então? Não devia o Vaticano dar o exemplo? A não ser que tenha sido aprovada uma nova “máxima”: “olha para o que eu digo, não faças o que eu faço!”

Feitas as contas, e não contabilizando os custos das festividades, em menos de dois anos, o Vaticano deu aos seus funcionários DOIS MILHÕES DE EUROS EM BÓNUS.

Vossa Santidade, Papa Bento XVI: com este dinheiro, quantos milhares de crianças seriam salvas de morrer à fome?

Que Deus as ajude…

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Thursday, January 18, 2007

Pêndulo do Apocalipse

Quando em Junho de 1905 Albert Einstein formulou a teoria da relatividade, estava longe de imaginar que essa sua grande descoberta científica iria colocar toda a humanidade em risco de extinção. Ele que até era um pacifista e que se impôs contra as armas nucleares.

A partir da teoria da relatividade vários cientistas criaram as armas de destruição
em massa. O mais conhecido projecto foi chamado de “Manhattan”, que criou a bomba atómica lançada pela primeira vez na Hiroshima, no contexto da segunda grande guerra mundial. Na década de 40, cientistas de Chicago, que participaram no “Manhattan”, criaram um relógio para alertar sobre os perigos das armas de destruição massiva e a sua proliferação: o relógio do Juízo Final, conhecido como Pêndulo do Apocalipse, marca simbolicamente o tempo que falta para a destruição total; acertado em 1947 pelos directores do Boletim dos Cientistas Atómicos para as 23:53h, os ponteiros do relógio foram mexidos mais 17 vezes devido ás alterações da ordem mundial. Esta semana foi outra vez corrigido: o relógio atómico está novamente a 7 minutos da meia-noite, reflectindo o estado perigoso em que se encontra o planeta.

Os inúmeros conflitos que existem e os que podem acontecer – como é o caso da Coreia do Norte que, se ainda não tem, procura obter armas de destruição em massa; o conflito latente entre a Índia e Paquistão (ambas potências nucleares); a possibilidade de Taiwan declarar a independência provocando a também nuclear China; um possível ataque preventivo de Israel às aspirações nucleares Iranianas; e as 2.000 bombas prontas a disparar das milhares que existem dos E.U.A. e União Soviética – colocam o mundo à beira do abismo. Se somarmos a tudo isso as milhares de pessoas que morrem pelos conflitos existentes, pelas forças da natureza, pela fome e pelos vírus, podemos dizer que vivemos numa nova Idade Média e que o nome dado a este relógio, Pêndulo do Apocalipse, encaixa como uma luva. Analogamente, podemos encontrar algumas semelhanças entre os mais recentes desenvolvimentos ao nível planetário com o que vem descrito na Bíblia, na Revelação de João. Não quero com estas crónicas que pense que sou muito negativista, sou, muito pelo contrário, uma pessoa muito optimista. Mas assusta-me que tanto poder esteja em mãos de muitos insensatos e extremistas, sejam eles religiosos ou capitalistas. Procuro alertar para os perigos que a qualquer momento nos vão bater à porta. Espero estar preparado para isso. Pelo menos psicologicamente.

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Friday, December 22, 2006

Viver

Chegámos ao fim de mais um ano. Morre 2006 nasce 2007. Gostava muito de nesta minha ultima crónica de 2006 escrever que este ano conseguimos melhorar o planeta Terra:
 

“Foi um ano muito bom para a humanidade! Acabaram-se as guerras. Já não morrem milhares de pessoas em conflitos bélicos por causa de dinheiro, poder ou diferenças religiosas. Os líderes mundiais compreenderam que as emissões poluentes das grandes empresas estão a provocar terríveis alterações climáticas por isso começaram a usar energias não poluentes. Foi encontrada a vacina contra a sida e cancro. Já não morrem milhões de crianças por causa da fome: os que têm muito dinheiro decidiram partilhá-lo com quem não tem nada e há um esforço sem precedentes de todas as nações para ajudar os países mais pobres. A sociedade começou a valorizar e ajudar mais as famílias e os divórcios diminuíram. Finalmente, vivemos numa sociedade de respeito e de ajuda mútua. Já podemos andar na rua sossegados, sem nos preocuparmos em ser assaltados. Acabou-se a corrupção. Não há drogas nas ruas. As mulheres não precisam mais de se “prostituir”, nem necessitam de se “apaixonar” por dinheiro. Acreditamos nos políticos…”

 

Sinceramente, gostava muito que fosse realidade… mas não é! Muito pelo contrário! De ano para ano, está tudo muito pior. E você sabe que é verdade! Você… e quase todas as pessoas. Claro que você contribui todos os dias, nem que seja em pormenores, para um mundo melhor. Eu sei! Mas nem toda a gente é assim… muitos continuam impávidos e serenos. Como robots. A assistirem pela televisão, como um filme – “não é nada comigo, acontece tudo lá fora, não me atinge…” – até um dia. Mais tarde ou mais cedo, acontece a qualquer um.

 

Tenho estado mais atento nestes últimos anos a tudo o que me rodeia. Reflicto muito sobre o porquê e a razão de muitas coisas. Uma das conclusões óbvias a que cheguei é que tudo na vida (a natureza, as civilizações, o Homem, as sociedades, as empresas, as famílias…) nasce, cresce, tem o seu período de maturidade, envelhece, adoece e morre. A diferença está apenas no tempo em que demora este percurso. Tudo é efémero! Assim sendo, vem-me à mente uma questão: para que serve viver, se é apenas uma questão de tempo até acabar? Não acredito que seja só para procuramos o consumo, o prazer, a luxúria… Afinal de contas, acabamos por morrer, e depois para que serviu isso tudo? E os bens que deixamos? São outros que vão usufruir deles. Não posso acreditar que o homem é apenas uma bactéria que devora tudo o que o rodeia. Acredito que a vida tem um propósito! Mas não o que nos ensinam. A forma como vivemos não me parece a mais correcta, pelas razões óbvias. Há com certeza algo mais que esquecemos e que urge recordar. Está na hora de reflectir sobre o que é realmente importante. Neste final do ano, convido-o a reflectir sobre o que é “Viver”.

 

Analisando o passado, podemos compreender que nos esperam muitas dificuldades em 2007. Seja ao nível dos conflitos, intempéries, ou mesmo ao nível económico-social. Seja como fôr, enfrente de cabeça erguida todas as adversidades, consciência tranquila, amor no coração e um sorriso nos lábios. Que o próximo ano lhe traga os melhores benefícios no seu percurso evolutivo. Até pró ano.

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Wednesday, December 13, 2006

25 de Dezembro

O Natal é uma tradição que remonta a muito antes do nascimento de Jesus há cerca de 2.000 anos atrás, na Palestina.


É uma das quatro mais importantes celebrações do ano: o Natal, a Páscoa, a festa de S. João e a festa de S. Miguel. Ao longo de um ano o Sol passa pelos quatro pontos cardeais que marcam o Equinócio de Primavera, o Solstício de Verão, o Equinócio de Outono e o Solstício de Inverno. Durante estes períodos produzem-se na Natureza grandes fluxos e circulações de energias que influenciam a
terra e todos os seres que nela habitam. 

 

Muitos séculos antes da era Cristã, o 25 de Dezembro já era comemorado: Na Índia era vivido na forma de um festival religioso, durante o qual o povo ornamentava as suas casas com flores e as pessoas trocavam presentes com amigos e familiares; na China era celebrado o Solstício de Inverno, fechava-se todo o comércio e celebrava-se em família; os antigos Persas celebravam esplêndidas cerimónias em homenagem a Mitra, cujo nascimento ocorrera a 25 de Dezembro. Vários deuses egípcios nasceram neste dia: Osíris, filho da santa virgem e deusa Nut, nasceu a 25 de Dezembro. Os gregos celebravam neste dia o nascimento de Hércules.

Em praticamente todas as histórias religiosas de povos antigos encontramos celebrações idênticas às referidas: os primitivos Germânicos; os escandinavos – neste período comemoravam a Festa do Yule, termo que ainda sobrevive designando a Véspera de Natal; os Druidas na Grã-Bretanha e na Irlanda; e mesmo os povos pré-colombianos.

Na tradição Cristã, celebramos o nascimento de Jesus. Comemoramos, aproximadamente, como todas as civilizações antigas: troca de prendas, cerimónias religiosas e reuniões familiares.

 

Claro que pouca gente se lembra do verdadeiro Espírito Natalício: infelizmente o Natal está “americanizado”, embebedado por uma cultura consumista, aproveitando-se de um homem santo, de nome S. Nicolau ou Pai Natal, que em tempos distribuía bens aos mais necessitados. Assistimos a campanhas comerciais apelando e hipnotizando o povo e conduzindo-o a um consumismo desenfreado, deixando para ultimo plano, ou mesmo escondendo, que esta é uma altura de reflexão, comunhão, humildade e partilha de sentimentos fraternais. Desejo que neste Natal esteja em paz, com o coração cheio de amor, junto dos seus entes mais queridos e envolvido em fraternidade e felicidade.

Bem hajam, os que vivem com o coração em paz!

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Wednesday, November 29, 2006

NATO – Ainda há razões para a sua existência?

A NATO (North Atlantic Treaty Organization – em Português, OTAN, Organização do Tratado do Atlântico Norte) nasceu em Washington (EUA) em 4 de Abril de 1949. É uma organização internacional de países ocidentais, de colaboração militar mutua, criada com o objectivo de se opor ao bloco comunista no contexto da guerra-fria; de referir que, alguns anos após nascer a Aliança Atlântica, os países do bloco de leste criaram a Aliança Militar do Leste Europeu, através do Pacto de Varsóvia.

- “os objectivos que a orientaram durante quatro décadas desapareceram subitamente”-

Os países que integram a NATO são: EUA, Alemanha (antes da reunificação alemã, a Republica Federal da Alemanha), Bélgica, Canadá, Dinamarca, Espanha, França, Grécia, Holanda, Islândia, Itália, Luxemburgo, Noruega, Reino Unido, Turquia, Portugal, e a partir de 1999, países do antigo Pacto de Varsóvia: Hungria, Polónia e Republica Checa. Com o fim da guerra-fria e a queda do Bloco de Leste no final da década de 80, o motivo e os objectivos que a orientaram durante quatro décadas desapareceram subitamente. Partida a pedra angular da NATO, esta dedicou-se à protecção da Europa e ao seu alargamento aos países de Leste. Bem… esta visão é, no mínimo, duvidosa: durante a década de 90 assistimos, impotentes e mal informados, a guerras e perseguições étnicas nos países derrotados na guerra-fria – os mais frágeis. Seriam uma ameaça ou um obstáculo? Foram muitos os massacres, ainda mal explicados…

- “NATO tornou-se num clube restrito, uma “Policia Mundial”” -

Invocando a clausula da NATO que diz que se um pais membro for atacado todos os outros vão em seu auxilio, os EUA, após os ataques em 2001 às torres do WTC, lideraram os restantes países da Aliança na invasão do Afeganistão, acusando os Talibans de ajudarem e protegerem a Al-Quaeda, segundo os americanos, responsável pelo terror que atingiu o maior centro económico mundial, mesmo no coração da
terra do Tio Sam. Face às suas actividades, desde o fim da razão da sua existência até aos nossos dias, a NATO tornou-se num clube restrito, uma “Polícia Mundial”, comandada pelos interesses norte-americanos.

- “…os comandantes no terreno põem em causa a vitória e suplicam…” -

Neste momento a NATO ainda comanda no Afeganistão a maior operação militar dos seus quase 60 anos de história. Nos últimos meses, os ataques dos Talibans às forças ocidentais, principalmente a sul, tiveram um importante aumento, de tal forma que os comandantes no terreno põem em causa a vitória e suplicam por mais meios logísticos e humanos. Mas a maioria dos países está reticente em colaborar. Esta semana realizou-se a urgentíssima cimeira “Atlântica”, tendo como principal tema a enorme dificuldade que estão a sentir nas batalhas do Afeganistão. A situação é tão grave que já se põe em causa a existência da NATO e a segurança mundial. Aliás, o desespero é tal que, apesar de não chegar às duas centenas de homens, o próprio presidente Bush mencionou pela primeira vez, a colaboração Portuguesa – não vão os lusitanos desmotivarem…

A Aliança Atlântica, pelas razões óbvias, está sem crédito e moribunda. Talvez por isso se estejam a verificar movimentações para a criação de outras “Alianças” – esteja atento aos presidentes Russo e Francês, e por incrível que pareça, também ao Iraniano…

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